terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

 

Ginger Snaps Unleashed(2004)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Suas mãos buscavam por algo incansável. Havia uma escuridão que lhe cercava, uma escuridão que vinha dela mesma, envolvendo-lhe e apertando-lhe. Aquela escuridão vinha de dentro, de seu coração, se ainda ousasse dizer que tinha um. Estava se afundando em próprio veneno, tirando seus próprios vestígios de vida, estava se matando a cada respirar. Talvez fosse drama, talvez fosse loucura, mas ela sentia que estava podre por dentro. Podre, suja, imunda e sem nenhum motivo para lutar. Todos lhe viraram as costas, fugiram de suas palavras ou trocaram-lhe por qualquer coisa. Comparavam-na com um brinquedo velho, jogavam-na fora sem se importar com seus sentimentos, trocavam-lhe por um brinquedinho novo, quebravam-na e faziam o que queriam com ela. Ela estava cansada de ser usada, quebrada e largada. Estava cansada de tudo e de todos. Daquela maldita falsidade, da dor e do sofrimento. Tentara incansavelmente fugir para dentro de seu casulo idiota, fingir que não tinha sentimento e tentar aguentar. Na verdade, ela estava fugindo de si mesma. Todavia, é impossível fugir de quem você é. E ela era muitas coisas. Uma ignorante egoísta, sofredora por nascença, ingênua, burra, patética… Ela era inúmeras coisas ruins. Não podia se deixar enganar. Estava cansada de fingir, fingir que tudo estava bem e que tudo daria certo. Estava cansada de existir. A janela estava aberta, a garota estava deitada no chão, um caco de vidro pontiagudo encontrava-se ao seu lado, e o sangue imundo pingava de seus braços, fazendo com que uma pequena poça se formasse. Os cortes ainda ardiam e sua cabeça ainda latejava. Prometera para si mesma que nunca mais faria aquilo. Mas havia uma opção? Nunca houvera. Sua blusa também estava empapada de sangue, sangue que viera de seu peito, de uma ferida que já estancara, aquela ferida que fizera mais cedo, sobre seu seio esquerdo. Havia sangue por todos os lados, literalmente. Sangue imundo, sangue dela. Pegou o caco de vidro, suas mãos tremiam, e encostou sua ponta, novamente, no braço direito, fincou o vidro e gemeu de dor, o corte fora fundo, perfurara sua alma, afinal. Sentiu sua respiração ofegar, seus batimentos se tornaram acelerados e sua visão ficou turva. Desta vez perfurara demais. Porém, gostava da dor, pois se agarrava nela, a Dor se tornara sua melhor e mais fiel amiga. Aliás, a Dor era sua única amiga. Largou o caco de vidro dentro da poça de sangue, observou-o por alguns minutos e depois se levantou lentamente. Estava tonta. Caminhou até a sacada, inalou o vento puro e limpo que vinha até suas narinas e desejou voar como um pássaro. Pássaros eram livres, livres como ela nunca fora. Fechou os olhos, pisou na ponta dos pés, como uma bailarina, e pulou. Pulou ao encontro da sua liberdade, ao encontro de sua morte. A maldita garota sorria.

 
Suas mãos buscavam por algo incansável. Havia uma escuridão que lhe cercava, uma escuridão que vinha dela mesma, envolvendo-lhe e apertando-lhe. Aquela escuridão vinha de dentro, de seu coração, se ainda ousasse dizer que tinha um. Estava se afundando em próprio veneno, tirando seus próprios vestígios de vida, estava se matando a cada respirar. Talvez fosse drama, talvez fosse loucura, mas ela sentia que estava podre por dentro. Podre, suja, imunda e sem nenhum motivo para lutar. Todos lhe viraram as costas, fugiram de suas palavras ou trocaram-lhe por qualquer coisa. Comparavam-na com um brinquedo velho, jogavam-na fora sem se importar com seus sentimentos, trocavam-lhe por um brinquedinho novo, quebravam-na e faziam o que queriam com ela. Ela estava cansada de ser usada, quebrada e largada. Estava cansada de tudo e de todos. Daquela maldita falsidade, da dor e do sofrimento. Tentara incansavelmente fugir para dentro de seu casulo idiota, fingir que não tinha sentimento e tentar aguentar. Na verdade, ela estava fugindo de si mesma. Todavia, é impossível fugir de quem você é. E ela era muitas coisas. Uma ignorante egoísta, sofredora por nascença, ingênua, burra, patética… Ela era inúmeras coisas ruins. Não podia se deixar enganar. Estava cansada de fingir, fingir que tudo estava bem e que tudo daria certo. Estava cansada de existir.
A janela estava aberta, a garota estava deitada no chão, um caco de vidro pontiagudo encontrava-se ao seu lado, e o sangue imundo pingava de seus braços, fazendo com que uma pequena poça se formasse. Os cortes ainda ardiam e sua cabeça ainda latejava. Prometera para si mesma que nunca mais faria aquilo. Mas havia uma opção? Nunca houvera. Sua blusa também estava empapada de sangue, sangue que viera de seu peito, de uma ferida que já estancara, aquela ferida que fizera mais cedo, sobre seu seio esquerdo. Havia sangue por todos os lados, literalmente. Sangue imundo, sangue dela. Pegou o caco de vidro, suas mãos tremiam, e encostou sua ponta, novamente, no braço direito, fincou o vidro e gemeu de dor, o corte fora fundo, perfurara sua alma, afinal. Sentiu sua respiração ofegar, seus batimentos se tornaram acelerados e sua visão ficou turva. Desta vez perfurara demais. Porém, gostava da dor, pois se agarrava nela, a Dor se tornara sua melhor e mais fiel amiga. Aliás, a Dor era sua única amiga.Largou o caco de vidro dentro da poça de sangue, observou-o por alguns minutos e depois se levantou lentamente. Estava tonta. Caminhou até a sacada, inalou o vento puro e limpo que vinha até suas narinas e desejou voar como um pássaro. Pássaros eram livres, livres como ela nunca fora. Fechou os olhos, pisou na ponta dos pés, como uma bailarina, e pulou. Pulou ao encontro da sua liberdade, ao encontro de sua morte. A maldita garota sorria. 
Antes de tudo começar ouvi alguns barulhos no andar de baixo da minha casa. Mas quem seria? Minha mãe tinha saído com meu pai e eu nunca tive nem irmão nem irmã. Eu sentia que estava se aproximando, subindo as escadas. Eu não sabia muito sobre essas coisas anormais, então pensei em pegar sal (talvez ajudasse), mas infelizmente a cozinha ficava na direção dos barulhos. Os passos haviam parado, num pequeno instante me senti aliviado, então pensei que se ele estava subindo as escadas, deveria ter chegado onde desejava, logo pensei na minha casa e me lembrei que o meu quarto era o primeiro depois da escada. Calafrios me atingiram, eu senti os pelos do meu braço se arrepiarem e o ambiente gelar. A Porta se abriu, os passos que eu tinha escutado na escada entravam pelo meu quarto e pareciam cada vez mais próximos de mim, mas eu não via nada. Os passos saciaram e senti alguma coisa se mexendo embaixo da cama. Aquilo estava debaixo de mim. Não tinha como correr, nem para quem pedir socorro, perdido em meus pensamentos esqueci-me dele e quando percebi minha cama estava tremendo e aquela coisa começou a surgir. No começo não percebi direito, mas a coisa começou a tomar uma forma, era parecido com uma sombra preta e seus olhos eram bem vermelhos, em vez de cabelo existiam espinhos. Nesse mesmo instante em que olhei para ele e algo muito rápido aconteceu, num movimento súbito e imprevisível ele cortou meu pescoço. E agora vocês se perguntam como estou contando essa historia se fui assassinado pela criatura. Sou sucessor desse ser, a maldição ficou em mim por ele ter me escolhido e me sacrificado, agora devo matar uma pessoa, e essa pessoa que eu matar, vai ter que matar outra, passando a maldição adiante. E você que esta lendo isso, cuidado, pois na noite em que eu morri li esse mesmo conto. Então, talvez eu apareça debaixo de sua cama hoje a noite, e a partir do momento que você começar a ouvir passos não vai mais adiantar fugir ou gritar, eu sempre te alcanço. Bons sonhos.
Antes de tudo começar ouvi alguns barulhos no andar de baixo da minha casa. Mas quem seria? Minha mãe tinha saído com meu pai e eu nunca tive nem irmão nem irmã. Eu sentia que estava se aproximando, subindo as escadas. Eu não sabia muito sobre essas coisas anormais, então pensei em pegar sal (talvez ajudasse), mas infelizmente a cozinha ficava na direção dos barulhos. Os passos haviam parado, num pequeno instante me senti aliviado, então pensei que se ele estava subindo as escadas, deveria ter chegado onde desejava, logo pensei na minha casa e me lembrei que o meu quarto era o primeiro depois da escada. Calafrios me atingiram, eu senti os pelos do meu braço se arrepiarem e o ambiente gelar. A Porta se abriu, os passos que eu tinha escutado na escada entravam pelo meu quarto e pareciam cada vez mais próximos de mim, mas eu não via nada. Os passos saciaram e senti alguma coisa se mexendo embaixo da cama. Aquilo estava debaixo de mim. Não tinha como correr, nem para quem pedir socorro, perdido em meus pensamentos esqueci-me dele e quando percebi minha cama estava tremendo e aquela coisa começou a surgir. No começo não percebi direito, mas a coisa começou a tomar uma forma, era parecido com uma sombra preta e seus olhos eram bem vermelhos, em vez de cabelo existiam espinhos. Nesse mesmo instante em que olhei para ele e algo muito rápido aconteceu, num movimento súbito e imprevisível ele cortou meu pescoço. E agora vocês se perguntam como estou contando essa historia se fui assassinado pela criatura. Sou sucessor desse ser, a maldição ficou em mim por ele ter me escolhido e me sacrificado, agora devo matar uma pessoa, e essa pessoa que eu matar, vai ter que matar outra, passando a maldição adiante. E você que esta lendo isso, cuidado, pois na noite em que eu morri li esse mesmo conto. Então, talvez eu apareça debaixo de sua cama hoje a noite, e a partir do momento que você começar a ouvir passos não vai mais adiantar fugir ou gritar, eu sempre te alcanço. Bons sonhos.

Fique longe da Escuridão

Você já esteve sozinho na sua casa e ouviu sons que te deixaram curioso? Você já procurou explorar a casa após ouvir tais sons? Não? Eu já. Você já sentiu que tinha alguém observando você? Você se virou para ver? Não? Eu já. E esta história é para alertar a todos. Nunca se renda à curiosidade.

Era uma casa nova, eu e minha esposa tínhamos comprado-a recentemente em um leilão por um preço muito baixo para uma casa recém-construída. Dois meses após a compra nós já tínhamos praticamente terminado de decorar a casa toda, exceto o quarto de visitas. Minha esposa estava fora da cidade quando aconteceu.

Eu estava sentado na sala de visitas, no escuro. O brilho da TV iluminando a sala era bem fraco. Eu nunca presto muita atenção à televisão: Geralmente eu sento ali e fico enviando mensagens aos meus amigos ou jogando no celular. Uma noite eu estava fazendo isso quando eu ouvi alguns rangidos vindos do andar de cima. Eu pensei que não fosse nada, “É uma casa nova”, eu disse para mim mesmo “É apenas a fundação”. O som começou a aumentar depois de um tempo, até que não só começou a me assustar, como já estava fazendo os vizinhos baterem à minha porta, achando que era eu quem fazia tais barulhos. Eu decidi investigar. Fui até o pé da escadaria e encarei aquela escuridão acima por alguns segundos.

“Olá?”

O rangido parou de repente. Eu voltei para a sala, pensando no que poderia ser aquele som. Tratei imediatamente de afastar tais pensamentos e voltei ao que estava fazendo. Depois de meia hora começou de novo, e eu já estava ficando incomodado. E assustado também. Voltei à escada mais uma vez e mais uma vez disse:

“Olá?”

Uma voz sussurrou do topo da escadaria

“Fique longe da escuridão…”

“Que escuridão?” Eu disse, minha voz trêmula, meus olhos arregalando.

“Você verá…”

Naquela altura, eu já estava tremendo violentamente. Suando frio. Eu nunca fui o tipo de cara “durão” ou “herói”, mas alguma coisa naquilo tudo me deixou curioso para ir ver o que era. Lentamente, comecei a subir as escadas, mas quando meu pé tocou o primeiro degrau, uma porta se fechou violentamente, o suficiente para me fazer pular de susto e cobrir as orelhas. Depois de alguns segundos, a curiosidade voltou, e eu continuei a subir as escadas. De repente, ouvi a voz mais uma vez, como se ela estivesse ao meu lado:

“Fique longe da escuridão…”

Eu continuei.

Eu cheguei no topo das escadas e vi uma luz saíndo debaixo da porta do quarto de hóspedes. Eu rumei para lá lentamente, tentando não fazer barulho até alcançar a maçaneta. Ela demorou a se mover, como se algo estivesse tentando manter a porta fechada. Algo muito forte. Eu continuei a tentar a abrir a porta e por fim consegui. Entrei devagar, e nada vi além dos rolos de papel de parede em um canto e a pilha de prateleiras em outro. Eu ri de mim mesmo por ser tão idiota e acreditar naquilo tudo. Me virei para ir embora, mas a porta se fechou. Corri até ela e tentei abrí-la, mas sem sucesso. De repente, a lâmpada explodiu, fazendo vidro e fagulhas voarem para todo o lado até que o quarto ficasse totalmente escuro. De repente a voz voltou, como se estivesse ao meu lado.

“Eu disse para você ficar longe…”